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As celebrações do Natal passaram, mas o Natal não acabou. Não acabou porque, na perspectiva cristã, Natal significa o nascimento e a presença de Jesus entre nós e em nós. Jesus nasceu, esteve e está conosco e com a sua Igreja no mundo todo, pois sua promessa é eterna: “Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mateus 28.20). No entanto, é natural que, após as celebrações do Natal, comecemos a pensar num novo ano. Para muitas pessoas, este momento cronológico é oportuno para estabelecer alvos na vida e firmar compromissos consigo mesmo e com os outros, o que, na prática, é uma espécie de renovação da esperança. 

Para nós, cristãos, o início de um novo ano é mais do que troca do calendário, é ocasião oportuna para renovar nossa esperança em Jesus Cristo, fortalecer nossa fé e nos motivar para a tomada de decisões importantes, considerando sempre a presença e o agir de Deus em nós. A renovação da esperança e o fortalecimento da fé em Deus também nos incentivam a adotar um novo modo de viver e de agir, nos encorajam diante de desafios e sonhos, e a colocarmos tudo diante de Deus.

Como sabemos bem, ter esperança é fundamental em todas as áreas do nosso viver e em qualquer condição em que nos encontramos. No entanto, duas considerações são importantes para o exercício da esperança enquanto cristãos. A primeira é: a nossa esperança deve estar fundamentada em Deus. A esperança é um tema presente em toda a Bíblia. No Antigo Testamento, o povo de Israel vive da esperança proveniente das promessas feitas por Deus. No Novo Testamento, Jesus é o cumprimento da esperança messiânica do povo de Israel e, ao mesmo tempo, é aquele que possibilita nova esperança em Deus, em relação à vida e aos dramas que temos neste mundo. Na Bíblia, Deus é o autor e o doador da esperança, ou seja, toda esperança que temos nesta vida deve fundamentar-se nele.

Como consequência da primeira, a segunda consideração é: a nossa esperança em Deus é a esperança da morte para a vida, das trevas para a luz, da confusão para a paz, do pecado para a salvação, da solidão para a comunhão, da frieza para o amor, do vazio para a vida plena. É desta maneira que a Bíblia nos ensina sobre o conteúdo da esperança em Cristo. Esta é a esperança que devemos ter e assim descansar em Deus. 

Portanto, esperança em Deus e em Cristo não é a mesma pautada em nós mesmos, em nossas capacidades, sentimentos ou vontades. A esperança própria do ser humano está baseada, muitas vezes, no egoísmo, nas coisas materiais, no sucesso pessoal e até mesmo na vingança e no beneficiar-se do outro por interesses pessoais. É comum lidarmos com a esperança como um desejo de que algo de bom nos aconteça e nos favoreça. É comum fundamentarmos nossa esperança em raciocínios, cálculos e previsões contabilizadas. Mas não é esta a esperança que aprendemos na Bíblia.

Podemos considerar nossa individualidade, nossos desejos e expectativas, porém nunca perder de vista a soberania, a graça e a vontade de Deus. Assim, mesmo que Deus não faça aquilo que tanto desejamos e esperamos, sabemos e cremos que Ele faz o melhor para nós e para a nossa realização como pessoas, enquanto seus filhos ou filhas, mesmo que não entendamos nem concordemos com seu querer. Nisto está fundamentada a esperança cristã.

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Rev. Reginaldo von Zuben

Pastor Auxiliar da Primeira IPI de São Paulo

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